Caixa de estacionamento: o que faz, salário e quando contratar

Caixa de estacionamento: o que faz, salário e quando contratar

Saiba o que faz um caixa de estacionamento, qual o salário médio, CBO, principais atribuições e quando vale a pena contratar.

O caixa de estacionamento é uma importante função dentro de todo pátio, seja em estacionamentos rotativos, de supermercados, de shopping centers, hospitais, ou mesmo no estacionamento de uma padaria e outros pequenos negócios.

Portanto, detalhamos neste guia as principais atribuições e responsabilidades desse operador. Além disso, analisamos a importância estratégica da função e a média salarial da categoria. Você também entenderá se o seu modelo de negócio exige um caixa exclusivo ou formatos flexíveis.

Vamos conhecer a profissão de caixa no estacionamento e como o seu negócio pode lidar com as atribuições desse cargo.

O que faz um caixa de estacionamento

O que faz um caixa de estacionamento

O caixa não é apenas alguém que fica parado em um local, recebendo o dinheiro e dando troco para os clientes. Essa função tem atribuições muito mais abrangentes, incluindo a de ser o primeiro, e às vezes o único contato humano do cliente com o pátio. 


Para o cliente, o caixa é a “cara da empresa”.


Daí, já se tem uma ideia inicial de sua importância, mesmo que ainda não estejamos falando do que envolve os pagamentos. Ele é o elo de conato entre a operação do pátio e o cliente final. 

Planilha para Estacionamento

Vamos ver algumas de suas principais atribuições:

Abertura e fechamento do caixa

O caixa precisa conferir, a cada início de turno, os dados do fechamento anterior, o dinheiro que sobrou para o troco, o registro efetuado no sistema e quaisquer etapas que façam parte do checklist específico de cada pátio. 

Da mesma forma, ao final do expediente, o profissional realiza a contagem do dinheiro e confere todos os lançamentos. Além disso, ele deve fazer a leitura do caixa e separar os depósitos conforme as normas da empresa.

Por outro lado, estacionamentos que utilizam equipamentos modernos e sistemas integrados automatizam essa parte burocrática. Portanto, nesses casos, o sistema libera o caixa de realizar manualmente essas atribuições, reduzindo erros e ganhando tempo.

Recebimento de valores

Ele recebe dos clientes os valores devidos, verifica a validade das cédulas, opera corretamente a maquininha de crédito ou débito, além de realizar o procedimento do recebimento por PIX e fornecer comprovantes.

Dependendo do tipo de operação, pode ser necessário que ele anote os dados na entrada do veículo, calcule o tempo de permanência e a tarifa. Por outro lado, em pátios que utilizam tecnologia mais moderna, com leitores de placa, totens de acesso e de auto pagamento, o caixa pode precisar apenas resolver problemas de pagamento que possam surgir e auxiliar os clientes em quaisquer questões.

Controle de mensalistas e convênios

O caixa de estacionamento é também quem controla o cadastro, a renovação e todas as tarefas associadas ao uso do estacionamento por mensalistas e conveniados. Em estacionamentos com automação, essa é outra tarefa feita automaticamente. Normalmente, as placas são reconhecidas por câmeras LPR, que já liberam os veículos conveniados. O caixa, nesse caso, apenas supervisiona as exceções, como por exemplo um novo cadastro ou renovação manual no próprio local.

Validação de tickets e suporte operacional

É também esse colaborador quem age nos casos de tickets perdidos, problemas com o registro de placas, problemas técnicos nos equipamentos e demais ocorrências. Nesses casos, ele segue um procedimento padrão da empresa para liberação dos veículos. Mesmo em pátios automatizados, essa atribuição continua sendo de responsabilidade desse profissional. 

Atendimento ao cliente

Aqui também a presença do operador é essencial. Mesmo que haja tarifas, regras e demais informações mostradas de forma explícita, surgirão dúvidas e questionamentos por parte de alguns clientes. No trato com esse cliente, a sua atuação será fundamental para fornecer informações precisas, causar uma boa impressão e reverter insatisfações.

Emissão de documentos fiscais

É necessário emitir a NFS eletrônica em praticamente todos os municípios do país. O estacionamento automatizado e com sistema de gestão emitirá e registrará as notas automaticamente, dentro das normas fiscais. Já nos estacionamentos manuais, o caixa de estacionamento é quem deve lidar com as emissões, de forma manual ou em sistemas não integrados aos equipamentos do pátio.

Relatórios e prestação de contas

O caixa pode ficar encarregado de gerar pequenos relatórios, com frequência diária ou semanal, que facilite a checagem de informações e dados sobre o faturamento, a ocupação, o ticket médio, entre outros. Equipamentos integrados a um sistema de gestão contabilizam, armazenam e disponibilizam esses dados automaticamente.

Salário do caixa de estacionamento

Salário do caixa de estacionamento

A remuneração dos caixas de estacionamentos pode ser diferente, a depender do Estado ou Município de atuação, além de outras variáveis, como o tamanho do negócio, período de trabalho, acúmulo de funções, benefícios e eventuais comissões e bonificações. As variações nos valores dos salários em uma mesma região podem também ocorrer a partir do nível de responsabilidade que será atribuído ao caixa.

MÉDIA NACIONAL

Para uma jornada de 44 horas de trabalho semanal, a média nacional de salário é próxima dos 1800 reais, enquanto o teto é de até 2600 reais.

Na jornada 12×36 essa média sobe, ficando entre 2100 e 2600 reais, sem contar o adicional noturno para aqueles que trabalham em horários mais atípicos.

Algumas médias salariais por região:

  • Rio de Janeiro: Entre 1700 e 2200 reais.
  • São Paulo: Entre 2000 e 2500 reais.
  • Norte e Nordeste: Entre 1500 a 1800 reais.

Benefícios dessa categoria, oferecidos por algumas empresas, incluem o vale transporte, o vale alimentação, plano de saúde, plano odontológico, comissões e bônus.

Classificação Brasileira de Ocupações

Classificação Brasileira de Ocupações

O CBO, ou a Classificação Brasileira de Ocupações, é um sistema nacional do Ministério do Trabalho e Emprego, que traz diversas informações sobre os cargos que existem no mercado de trabalho, atribuindo códigos a cada um deles.

O código do caixa de estacionamento é CBO 4211-25 – Operador de caixa. Esse código pertence ao grupo “caixas e bilheteiros” onde há menção específica a profissionais que lidam com arrecadação para serviços de trânsito e estacionamento. O caixa pode até ser responsável por alguma outra atividade, mas precisa utilizar esse código se essa for a sua principal função no pátio.

É o CBO que define o piso salarial estipulado em convenções coletivas. Define as alíquotas de INSS e FGTS, além de garantir o direito ao adicional noturno, quando aplicável.

Utilizar o código incorreto pode gerar autuações do Ministério do Trabalho e ações trabalhistas por desvio de função. Por exemplo, é comum o uso incorreto do CBO 5199-25 – Guardador de veículos, quando a principal função do colaborador é operar o caixa.

O CBO 5141-10 – Garagista, também descrito como “operador de estacionamento, manobrista de estacionamento, controlador de estacionamento”, é bastante utilizado, de forma correta, quando o funcionário não é apenas um operador de caixa, mas acumula tarefas comuns a quem trabalha nos pátios.

Cada um desses códigos define as funções permitidas e também as obrigações do empregador. Mas tenha em mente que isso não é uma escolha, é uma obrigação utilizar os códigos corretos, já que isso definirá os direitos do funcionário. Escolher um código apenas por ser mais vantajoso financeiramente para a empresa é um erro, que pode ter consequências.

Vale a pena contratar caixa exclusivo?

Em pequenos estacionamentos, o que mais funciona são funcionários versáteis, que possam desempenhar diversas funções, desde que registrados de acordo com a legislação. O caixa de estacionamento exclusivo é praticamente inviável.

O caixa exclusivo começa a ser necessário quando há um grande volume diário de veículos, ou quando há incidência de filas relativamente longas nos horários de pico. Se os seus operadores ainda dão conta de todas as atribuições sem que haja fila, clientes aguardando ou reclamações, o ideal é continuar como está.

Estacionamentos maiores, com grande volume de veículos, que atendem mensalistas e conveniados, ou que possuem tarifas diferenciadas dependendo do dia e horário, podem começar a considerar um funcionário fixo para o caixa.

Alguns números não absolutos para se ter uma ideia. Se o seu pátio se encaixa em algum desses três itens, isso pode indicar a necessidade de um caixa fixo. 

  • Volume de veículos superior a 80 por dia.
  • Filas para pagamentos maior do que 3 minutos.
  • Faturamento bruto a partir de 35 mil mensais.

Nos estacionamentos com automação, a função de caixa nunca é exclusiva, já que as tarefas de entrega de ticket, cálculo, cobrança, fechamento de caixa e criação de relatórios são todas automatizadas.

Como sistemas modernos transformam o trabalho do caixa

Como sistemas modernos transformam o trabalho do caixa no estacionamento

Trabalhar com caneta e bloquinho atualmente, além de desnecessário e não passar uma imagem de profissionalismo para o cliente, causa uma série de problemas, como atrasos, erros, possibilidade de fraude e problemas com o cliente.

Ainda que você não tenha um sistema de estacionamento mais moderno, alguns equipamentos como o PDV de estacionamento, os aplicativos móveis e leitores de códigos, promovem um aumento na produtividade e na segurança do trabalho do caixa de estacionamento.

Antes de comprar equipamentos ou assinar planos com essa finalidade, compare os valores com as mensalidades de equipamentos automatizados para locação. Dependendo do tamanho do seu negócio e de suas especificações, pode ser viável automatizar de vez seu pátio, com muito mais benefícios.

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